Negócio antes de stack
Nenhuma decisão técnica acontece antes de eu entender como o cliente ganha dinheiro. Tecnologia correta é a que alavanca o modelo de negócio — não a mais nova.
Sou Paulo Dantas, desenvolvedor web há 9 anos. Passei pelos papéis clássicos — programador, tech lead, fundador — e cheguei à conclusão que me move hoje: o melhor software é invisível para o cliente final, mas estratégico para quem toma decisão. É isso que construo.
Comecei como muitos: escrevendo código porque gostava de resolver problemas lógicos. Cedo percebi que o código, sozinho, não resolve problema nenhum — ele apenas executa a solução que alguém pensou antes. E a maior parte das soluções em software falham não por bugs, mas por não terem sido formuladas junto com quem vive o problema.
Aí a minha prática mudou. Passei a sentar com times de vendas, financeiro, operação, jurídico — antes de abrir o editor. O código que eu escrevo hoje reflete conversas, não especificações.
"Cliente não quer software. Cliente quer resultado. Software é só o meio — muitas vezes o mais caro e o menos necessário."
Nove anos construindo produtos me deram uma vantagem incômoda: reconheço padrões de falha antes deles acontecerem. Sei quando uma feature vai ser usada e quando vai virar botão morto no menu. Sei quando uma arquitetura vai escalar e quando vai precisar ser reescrita em 18 meses.
Por isso, meus clientes não compram horas de programação. Compram critério — técnico e de negócio. E compram a honestidade de ouvir "isso aqui não precisa ser construído" quando realmente não precisa. Ninguém se torna referência entregando o que foi pedido. Vira referência quem entrega o que deveria ter sido pedido.
A stack LIVT — Laravel, Inertia, Vue e Tailwind — é a combinação mais produtiva que já trabalhei. Resolve 90% dos problemas do mundo real sem complexidade artificial. Um time pequeno com essa stack entrega o que três times grandes entregam com microserviços mal desenhados.
E a IA? Entrou no meu fluxo quando percebi que os modelos de linguagem deixaram de ser brinquedo para serem camada fundamental de produto. Hoje, quase todo projeto que entro tem pelo menos um fluxo onde um modelo substitui trabalho repetitivo — triagem, extração, priorização, geração de rascunhos. Não é hype: é margem operacional.
Nenhuma decisão técnica acontece antes de eu entender como o cliente ganha dinheiro. Tecnologia correta é a que alavanca o modelo de negócio — não a mais nova.
Todo sistema tende à complexidade. Meu trabalho é lutar contra isso. Monolito bem feito bate microserviço mal desenhado em 9 de 10 cenários.
Não coloco IA em produto para fazer demo bonita. Coloco quando ela resolve um problema real melhor, mais barato ou mais rápido que qualquer outra abordagem.
Projeto só entra se houver um dono do lado do cliente. Sem alguém comprando a visão internamente, o melhor código do mundo vira prateleira.
Cada linha que eu escrevo alguém vai manter — talvez eu, talvez outro dev, talvez uma IA. Escrever pensando nessa pessoa é ética, não estética.
Projetos atrasam porque começam confusos. Invisto tempo desproporcional no início — arquitetura, escopo, riscos — para acelerar tudo depois.
Reposicionamento da prática para arquitetura de produtos digitais integrados com modelos de linguagem e agentes autônomos.
Passei a atuar como arquiteto externo em três SaaS em fase de Série A, estruturando stack, contratações e roadmap técnico.
Após testar diferentes combinações (Node/React, Django, Rails), consolidei LIVT como o stack onde entrego com mais velocidade e qualidade.
Liderei um time de 6 devs construindo a plataforma core de uma fintech de crédito B2B que hoje opera mais de R$ 400M/ano.
Comecei a cobrar pelo que antes fazia por hobby. Dois SaaS próprios, diversos websites e o começo de uma rede de clientes que dura até hoje.
Dá para falar sobre seu projeto numa conversa rápida. Se não for o momento, você sai com um direcionamento útil mesmo assim.
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